quarta-feira, novembro 10, 2004

A Teoria do Amor

Quando mais jovem, tinha um grupo de amigos defensores convictos do tal "amor de porcentagem", que nada mais era que uma teoria que buscava o 100% do amor. Como? Simples, para eles nenhuma pessoa seria capaz de oferecer tudo que a outra buscava, isso é, seria impossível sentir tesão, respeito, confiança, admiração e etc numa única pessoa, para eles, você poderia ter uma pessoa que te enchesse de tesão, mas dificilmente essa pessoa te passaria, com a mesma intensidade, confiança... Assim sendo, no máximo essa pessoa te preencheria em 50% de afeto (bem matemático, mesmo). E o que seria feito dos outros 50%? Ora, procuraria outra(s) pessoas até que você obtivesse a porcentagem total afetiva que necessitaria para ser feliz.

O tempo passou, eu envelheci, ou melhor, amadureci e a principio, meus amigos também. Embora muitos deles continuem adeptos dessa teoria. E, o que eu acho mais estranho, a sociedade hoje, pelo menos a maioria dela, vivifica essa teoria.

Andamos em busca da perfeição afetiva. Os homens, talvez dada a sua natureza histórica de caçador, reúnem em torno de si um harém, somando pontos em busca dos famosos 100%. As mulheres, essas resolveram partir para o tudo ou nada, ou acham o 100% num cara só ou preferem ficar sozinhas.

O que percebo é que nunca estivemos tão confusos e solitários como agora. A estabilidade afetiva ganha estatus de equação matemática. Os casamentos felizes são encarados sob uma ótica de ironia e suspeita.

O que mudou? Não sei. E duvido que alguém tenha essa resposta, o que sei é que se a gente se preocupasse menos com a receita do bolo, quem sabe, pudéssemos saboreá-lo mais à vontade.

sexta-feira, novembro 05, 2004

De volta ao batente...

E como é revigorante essa tal de "férias". Pra mim, um período de 20 dias acordando em horário de gente, porque definitivamente, acordar as 5:30 da manhã e viajar 4 horas diárias, ninguém merece!! Tá! O sol não colaborou muito, mas sinto-me renovada. É engraçado como até a paciência parece multiplicar-se, ainda bem já que ando sem nenhuma.

Aproveitei para botar algumas coisas em ordem e isso inclui meu coração. Tratei de priorizar algumas coisas, procurei resolver o que dependia de mim e para o resto, sinceramente, liguei mesmo o "phoda-se".

A sensação é boa...

No mais, estou intrigantemente sem poder postar lá no Blogger. Gente, coisa de louco isso, alguém faz idéia do que seja!? Pedi p/uma amiga entrar com minha senha e ela conseguiu na boa... Será algo pessoal!? Tô achando que sim.

Já sei! Quem sai de férias não pode postar... Deve ser isso! Lerê, lerê...

Beijo!




quarta-feira, outubro 27, 2004

O passe estudantil e o barraco.

Ontem eu tinha apenas um passe estudantil na bolsa que seria utilizado para voltar para casa. Como eu não sabia se iria realmente receber meus vales-transpobres (by Paty), resolvi comprar mais alguns no meu horário de almoço, para garantir. Ao meio-dia, fechei a loja e fui separar o controle de compra e o dinheiro. Cadê o dinheiro?! Tico e Teco pensaram furiosamente, até descobrir que a grana tinha ficado na bolsa que usei domingo à noite. Ninguém merece. Mas tudo bem. Eu ainda tenho um passe e, no dia seguinte, providenciaria a compra de outros. Deu um estalo. Fui olhar se a carteirinha estava comigo. Não estava. Tinha ficado no bolso da saia que havia usado na segunda-feira. Ótimo. Estava ficando cada vez melhor... Sem dinheiro, sem vales-transpobres, sem ninguém a quem pedir emprestado e com um único passe estudantil, SEM CARTEIRA. Eu mereço!!!

Mas, nesses momentos de agonia, quando você já está pensando em gastar 30 minutos do seu tempo andando de salto, à noite, no calçamento, para chegar em casa, você pergunta "E agora? Quem poderá me defender?" E aí o Chapolin Namorado aparece e te dá uma grana para você voltar pra casa, já que, infelizmente, uma incompatibilidade de horários não permite que ele te dê carona. E você, feliz da vida, sai do trabalho e vai pro ponto, pega o ônibus de sempre, no mesmo horário, com alguns lugares para sentar. Senta ao lado do cobrador porque ele ficou te devendo o troco. E aí você o escuta dizer para um garoto de mais ou menos 10 anos, que passou com passe estudantil, mas não mostrou a carteira:

- Hey boy, dá proxima vez não esqueça ok?

Ele falou calmamente, alto o suficiente para que o garoto ouvisse, mas não tão alto a ponto de ser grosseiro. E aí começou o barraco. Uma mulher de aparente 35 ou 40 anos, com uma aparência até distinta (até abrir a boca) foi dizendo:

- Quem você pensa que é para falar com meu filho dessa forma? Eu, que sou a mãe, não falo com ele assim e você vai falar?! blá blá blá blá Da próxima vez que for se dirigir a uma criança é melhor olhar bem se ela está sozinha porque blá blá blá blá.
- Minha senhora, eu pedi porque é uma obrigação minha, da mesma forma que é uma obrigação dele mostrar e... - foi interrompido pela senhora.
- Mas você foi muito grosseiro e não havia necessidade disso e blá blá blá blá

Depois de muito buzinar no ouvido do pobre cara, ela foi andando e resmudando e seu blá blá blá continuou até ela descer. Assim que ela ficou longe o suficiente, o cobrador disse:

- Nessas situações eu sempre me calo porque brigar com gente doida nunca dá certo.

Eu, que estivera observando a cena com cara de não-creio-no-que-estou-vendo, não aguentei e explodi numa crise de riso. Gente!! Pelo amor de Deus!!! Me digam, por favor, o que djiabos leva alguém a gostar de barraco? Se gosta de chamar atenção, faça algo bom e se sobressaia. Mas se expôr e expôr aos outros dessa forma ridícula?! Tenha a santa paciência. Será que esse povo não sabe que nada, nada mesmo, vale uma descida do salto? E principalmente por algo tão pequeno? E que se consegue deixar alguem muito mais baixo que o chão apenas com simples, calmas e claras palavras, proferidas de forma educada e só para a pessoa em questão? Mas isso só quando o caso for muito grave, porque, definitivamente, se estressar porque um cobrador fez o trabalho dele, pedindo a carteira de estudante de alguém, tá fora de questão.

Aff... Que povo sem classe!!

quinta-feira, outubro 21, 2004

Bem como diz meu amigo Alex, o ócio é coisa do "capeta"...
E deve ser mesmo. Estava eu a toa, revirando as minhas coisas, quando encontrei um texto, recebido por e-mail , há trilhões de anos atrás... Desconheço o autor.
Não resisti, vou ter que dividir com vocês.

NOITE DE PAIXÃO

"Satânico é meu pensamento a teu respeito e ardente é meu desejo de apertar-te em minhas mãos, numa sede de vingança incontestável pelo que me fizeste ontem. A noite era quente e calma, e eu estava em minha cama quando, sorrateiramente, te aproximaste. Encostaste o teu corpo sem roupa. No meu corpo nu, sem o mínimo pudor. Percebendo minha aparente indiferença, aconchegaste-te a mim e mordeste-me sem escrúpulos até nos mais íntimos lugares. Eu adormeci. Hoje, quando acordei, procurei-te numa ânsia ardente, mas em vão. Deixaste em meu corpo e no lençol provas irrefutáveis do que entre nós ocorreu durante a noite. Esta noite recolho-me mais cedo para, na mesma cama, te esperar. Quando chegares, quero te agarrar com avidez e força. Quero te apertar com todas as forças de minhas mãos. Não haverá parte do teu corpo em que meus dedos não passarão. Só descansarei quando vir sair o sangue quente de teu corpo. Só assim, livrar-me-ei de ti. Pernilongo filho da puta!!!"

Ps: Só p/constar, ainda estou de férias e como chove nesta terra, ninguém merece!! (não nas férias) risosss..

Beijos.