Desabafo
Ando cansada demais. Quando percebo estamos em agosto e o ano já termina e ainda há tanta coisa para fazer. Tantos planos, tantos sonhos que ainda não se realizaram...
Uma eterna insatisfação comigo mesma anda me incomodando por demais, ultimamente. Uma solidão que parece maior que meu peito me lembra sempre que mudanças se fazem necessárias.
Mas mudar como? Muitas vezes sinto que nunca consegui viver nada de maneira plena. Quase como se apenas molhasse os pés na água, sem no entanto, nunca mergulhar. E ando precisando mergulhar, sentir por alguns segundos a ausência do chão. Pensar que estou me afogando. Viver com intensidade e vontade tudo o que se apresenta para ser vivido.
Mas, tenho medo. E é estranho confessar isso aqui, (mas que lugar melhor para se fazer confissões que um banheiro?), mas sou covarde.Vivo com medo. Medo de ousar, de acreditar, de incomodar... Vejo amigos que se afastam e outros que poderiam ser e no entanto, tenho tanto medo de incomodá-los que me calo, antes mesmo de esboçar alguma aproximação.
No msm observo as entradas e saídas e fico imaginando as amizades que dali surgem, morrendo de inveja, por não poder ser/ter uma delas. Às vezes ensaio e balbucio poucas frases, para logo me sentir incomodando e me calar, mais uma vez.
E no final descubro que meu medo é único e não vários. Tenho medo de sentir. Pois sinto tudo tão imensamente que temo que esse sentimento transborde em meu peito e eu já não seja mais capaz de fugir.
Escondo-me atrás de palavras, muralhas de poesia, mas ultimamente elas andam ruindo todas...
Uma eterna insatisfação comigo mesma anda me incomodando por demais, ultimamente. Uma solidão que parece maior que meu peito me lembra sempre que mudanças se fazem necessárias.
Mas mudar como? Muitas vezes sinto que nunca consegui viver nada de maneira plena. Quase como se apenas molhasse os pés na água, sem no entanto, nunca mergulhar. E ando precisando mergulhar, sentir por alguns segundos a ausência do chão. Pensar que estou me afogando. Viver com intensidade e vontade tudo o que se apresenta para ser vivido.
Mas, tenho medo. E é estranho confessar isso aqui, (mas que lugar melhor para se fazer confissões que um banheiro?), mas sou covarde.Vivo com medo. Medo de ousar, de acreditar, de incomodar... Vejo amigos que se afastam e outros que poderiam ser e no entanto, tenho tanto medo de incomodá-los que me calo, antes mesmo de esboçar alguma aproximação.
No msm observo as entradas e saídas e fico imaginando as amizades que dali surgem, morrendo de inveja, por não poder ser/ter uma delas. Às vezes ensaio e balbucio poucas frases, para logo me sentir incomodando e me calar, mais uma vez.
E no final descubro que meu medo é único e não vários. Tenho medo de sentir. Pois sinto tudo tão imensamente que temo que esse sentimento transborde em meu peito e eu já não seja mais capaz de fugir.
Escondo-me atrás de palavras, muralhas de poesia, mas ultimamente elas andam ruindo todas...