segunda-feira, agosto 09, 2004

Não gosto de repetir posts, mas hoje a ânsia de mudar está tão forte em mim, que não tem como. Repito aqui o mesmo que coloquei no meu blog pessoal, não por preguiça ou falta de disposição para escrever, veja bem, mas por que o sinto os ventos soprando, sinal de que talvez, nada deva permanecer como está.

Mudanças:

Então um dia você acorda e percebe que é hora de mudar. E de repente, caixas em cima do armário, álbuns empoerados escondidos no alto da estante se transformam em lembranças opressoras. Àquelas que muitas vezes nos impedem de saltar o definitivo salto.
Certo que em tardes melancólicas, você tantas vezes sentou para, entre lágrimas de saudades e indagações recheada de "ses" e "porquês", mergulhar naquelas lembranças. E todas foram tão importantes para sua vida, que você se pergunta agora como se desfazer delas.
Mas, é preciso dar espaço para o novo. E as lembranças, elas podem ocupar um outro cómodo, que não a sua vida inteira, e estarão sempre lá, prontas para te trazerem ainda, mais uma vez, o gostinho do passado.
O novo, esse não espera, costuma ser impaciente e bater apenas uma vez na nossa porta. Por isso, é hora de esquecer as caixas e álbuns e preparar a casa para ele.

sexta-feira, agosto 06, 2004

Inveja

Às vezes me pergunto porque tanto pudor em dizer que se sente inveja. Comigo não tem isso não: eu sinto inveja e pronto. Talvez o problema sejam os tipos de inveja. Realmente, se eu tivesse "inveja" morreria de vergonha de dizer que tenho, mas eu tenho apenas inveja e não vejo problema nenhum em admtir.

Pronto!! Jady pirou de vez agora. Lexotan!! Gardenal!!!

Para com isso!! Pirei nada!! Veja... Existe "inveja" e inveja. A primeira é aquela que você fulmina a criatura com o olhar, de uma forma que parece que está sugando todas as energias dela. A impressão que a gente tem, de fora, é que quando você terminar de olhar, o alvo da inveja vai parecer um "salgueiro lutador" (alguém assistiu o último filme de Harry Potter?!). Normalmente vira obsessão (escrevi certo?) já perceberam?! E isso é realmente TERRÍVEL. Se a sua é dessa, melhor esconder mesmo.

Já a inveja é uma coisa mais light, mais saudável. Você vê, gosta, acha que poderia ser seu e tal, mas isso não te impele a desejar o mal a outra pessoa, muito pelo contrário. Você continua admirando-a e é impulsionado a conseguir o mesmo pra você, sem derrubar ninguém para isso, porque você quer, mas também quer que as outras pessoas tenham.

Quer saber do que eu tenho inveja? De muitas coisas/pessoas, mas nesse momento lembro de duas que me acompanham a bastante tempo: da barriga da Galisteu e das pessoas que podem (tempo e dinheiro) viajar para onde quiserem quando quiserem. Ai ai...

E você? Já foi "tocado" pela inveja?

Beijos e um super final de semana.

quarta-feira, agosto 04, 2004

A minha sapinha

Outro dia a minha filha estava vendo Tv, enquanto eu estava no computador ( coisa que eu nunca faço né?).
Daí a pouco ela veio toda serelepe, com os olhinhos assustados, me dizendo:
- Mainha, tu não sabe o que aconteceu...
Eu fazendo a mesma cara de espanto disse:
- que foi Luma?
- vi agora na Tv que uma mulher teve um sapinho, já pensou?
Aí, como eu já tinha lido sobre o assunto, tentei explicar a ela o que os médicos alegaram sobre o caso. E voltei ao computador e ela a Tv.
Tudo normal até aí, quando derrepente ela volta:
- mainha, posso te fazer uma pergunta?
Eu já impaciente, pq estava digitando um texto interessante, respondo:
- Digaaaaa Luma...
- se eu tivesse nascido tido um sapo, vc jogaria fora?
Sem nem prestar muita atenção nela, respondi:
- claro que jogaria, o que eu ia fazer com um sapo, me diga?

Ela esboçou uma cara de desapontamento. E voltou a tv;
Depois disso, comecei a prestar atenção na estória e pensar o pq de tanta preocupação dela com o caso do sapo.
Com poucos minutos ela voltou de novo, dessa vez com uma carinha de mais preocupada ainda com o danado e estranho sapo.
- Maiiiiiiiinha, pensa bem...
- De novo Luma???
- Vc pode olhar para mim, por favor?
E eu olhando para ela, com vontade de rir a esta altuda da pendenga.
-Pronto, toou olhando!
- olhe bem para mim, e me diga que se eu fosse um sapo... vc tem certeza que me jogaria fora? me deixaria no "mato'?
Eu com toda vontade de rir do universo, tentando me conter, respondi:
- claro que não jogaria minha flôr!!!! pq se vc fosse um sapo, não seria uma criança, e como não seria uma criança, eu não poderia ter dado a luz, entendeu?
Vendo o olhos dela ainda triste com o sapo, continuei:
-mas mesmo assim, se vc nascesse um sapinho, olhando para vc agora, percebi que não teria coragem de jogar vc fora. Só nos resta saber o que é que sapo come?! que tal vc ir se informando no seu livro do colégio?

Depois disso ela ficou com uma carinha mais feliz. Mas mesmo assim, todo mundo que chegava em casa, ela contava sobre o "causo" endoçando é claro que se ela fosse uma sapinha, a mãe dela não faria o mesmo com ela.

* tudo bem que ela tem 8 aninhos; mas a minha filha é um anjinho de tão meiga.

Depois disso me chamou atenção a preocupação dela com a vida; com o estado/importância dela em relação a mim.
E como em pequenos detalhes, que muitas vezes, nós que somos pais, deixamos passar desapercebidos há muito dos nossos filhos e da personalidade deles.
Acho, que se eu fosse a irlandesa, talvez eu não tivesse mesmo coragem de jogar o sapinho fora, mesmo que esse caso seja considerado lenda ou uma aberração enorme da natureza.

Um beijão a todos!

segunda-feira, agosto 02, 2004

Hoje, parei para pensar na vida...

E me dei conta de quanta coisa acontece na vida da gente e muitas vezes, naquele momento a gente não consegue entender, as coisas parecem não fazer nenhum sentido...
Me assusta pensar que um passo "mal dado", pode as vezes, nos custar uma vida inteira de sofrimento e arrependimento... Mas será que tudo é assim definitivo!? Eu prefiro acreditar que não... Prefiro acreditar que sempre terei uma segunda, uma terceira chance...
De fato, a vida anda meio complicada... Acho mesmo que o medo resolveu passear no MUNDO real, porque hoje, além do nó na garganta, tudo que sinto é MEDO:


De errar;
De trocar os pés pelas mãos;
De me arrepender e não ter mais nenhuma chance...

"E eu nem sei se mereço..."



Caçador de Mim - Milton Nascimento