quarta-feira, outubro 27, 2004

O passe estudantil e o barraco.

Ontem eu tinha apenas um passe estudantil na bolsa que seria utilizado para voltar para casa. Como eu não sabia se iria realmente receber meus vales-transpobres (by Paty), resolvi comprar mais alguns no meu horário de almoço, para garantir. Ao meio-dia, fechei a loja e fui separar o controle de compra e o dinheiro. Cadê o dinheiro?! Tico e Teco pensaram furiosamente, até descobrir que a grana tinha ficado na bolsa que usei domingo à noite. Ninguém merece. Mas tudo bem. Eu ainda tenho um passe e, no dia seguinte, providenciaria a compra de outros. Deu um estalo. Fui olhar se a carteirinha estava comigo. Não estava. Tinha ficado no bolso da saia que havia usado na segunda-feira. Ótimo. Estava ficando cada vez melhor... Sem dinheiro, sem vales-transpobres, sem ninguém a quem pedir emprestado e com um único passe estudantil, SEM CARTEIRA. Eu mereço!!!

Mas, nesses momentos de agonia, quando você já está pensando em gastar 30 minutos do seu tempo andando de salto, à noite, no calçamento, para chegar em casa, você pergunta "E agora? Quem poderá me defender?" E aí o Chapolin Namorado aparece e te dá uma grana para você voltar pra casa, já que, infelizmente, uma incompatibilidade de horários não permite que ele te dê carona. E você, feliz da vida, sai do trabalho e vai pro ponto, pega o ônibus de sempre, no mesmo horário, com alguns lugares para sentar. Senta ao lado do cobrador porque ele ficou te devendo o troco. E aí você o escuta dizer para um garoto de mais ou menos 10 anos, que passou com passe estudantil, mas não mostrou a carteira:

- Hey boy, dá proxima vez não esqueça ok?

Ele falou calmamente, alto o suficiente para que o garoto ouvisse, mas não tão alto a ponto de ser grosseiro. E aí começou o barraco. Uma mulher de aparente 35 ou 40 anos, com uma aparência até distinta (até abrir a boca) foi dizendo:

- Quem você pensa que é para falar com meu filho dessa forma? Eu, que sou a mãe, não falo com ele assim e você vai falar?! blá blá blá blá Da próxima vez que for se dirigir a uma criança é melhor olhar bem se ela está sozinha porque blá blá blá blá.
- Minha senhora, eu pedi porque é uma obrigação minha, da mesma forma que é uma obrigação dele mostrar e... - foi interrompido pela senhora.
- Mas você foi muito grosseiro e não havia necessidade disso e blá blá blá blá

Depois de muito buzinar no ouvido do pobre cara, ela foi andando e resmudando e seu blá blá blá continuou até ela descer. Assim que ela ficou longe o suficiente, o cobrador disse:

- Nessas situações eu sempre me calo porque brigar com gente doida nunca dá certo.

Eu, que estivera observando a cena com cara de não-creio-no-que-estou-vendo, não aguentei e explodi numa crise de riso. Gente!! Pelo amor de Deus!!! Me digam, por favor, o que djiabos leva alguém a gostar de barraco? Se gosta de chamar atenção, faça algo bom e se sobressaia. Mas se expôr e expôr aos outros dessa forma ridícula?! Tenha a santa paciência. Será que esse povo não sabe que nada, nada mesmo, vale uma descida do salto? E principalmente por algo tão pequeno? E que se consegue deixar alguem muito mais baixo que o chão apenas com simples, calmas e claras palavras, proferidas de forma educada e só para a pessoa em questão? Mas isso só quando o caso for muito grave, porque, definitivamente, se estressar porque um cobrador fez o trabalho dele, pedindo a carteira de estudante de alguém, tá fora de questão.

Aff... Que povo sem classe!!

quinta-feira, outubro 21, 2004

Bem como diz meu amigo Alex, o ócio é coisa do "capeta"...
E deve ser mesmo. Estava eu a toa, revirando as minhas coisas, quando encontrei um texto, recebido por e-mail , há trilhões de anos atrás... Desconheço o autor.
Não resisti, vou ter que dividir com vocês.

NOITE DE PAIXÃO

"Satânico é meu pensamento a teu respeito e ardente é meu desejo de apertar-te em minhas mãos, numa sede de vingança incontestável pelo que me fizeste ontem. A noite era quente e calma, e eu estava em minha cama quando, sorrateiramente, te aproximaste. Encostaste o teu corpo sem roupa. No meu corpo nu, sem o mínimo pudor. Percebendo minha aparente indiferença, aconchegaste-te a mim e mordeste-me sem escrúpulos até nos mais íntimos lugares. Eu adormeci. Hoje, quando acordei, procurei-te numa ânsia ardente, mas em vão. Deixaste em meu corpo e no lençol provas irrefutáveis do que entre nós ocorreu durante a noite. Esta noite recolho-me mais cedo para, na mesma cama, te esperar. Quando chegares, quero te agarrar com avidez e força. Quero te apertar com todas as forças de minhas mãos. Não haverá parte do teu corpo em que meus dedos não passarão. Só descansarei quando vir sair o sangue quente de teu corpo. Só assim, livrar-me-ei de ti. Pernilongo filho da puta!!!"

Ps: Só p/constar, ainda estou de férias e como chove nesta terra, ninguém merece!! (não nas férias) risosss..

Beijos.


quarta-feira, outubro 20, 2004

Alienação


No cabelereiro mudou cabelo. Cor e tamanho. No cirurgião-plástico reduziu gorduras e criou contornos, qual boneca de modelar.

Nos shoppings acompanha as capas de revista, transvestindo-se de cores e marcas da moda. A noite, meleca-se de cremes e promessas de juventude eterna.

O outro na cama é acessório, conquista dispensada na manhã seguinte. Não sorri mais por que sorriso está fora de moda.

O amor, ah, esse é produto descartável. E assim segue todos os seus dias, em busca da alienação perfeita e a sua maior felicidade vai ser quando puder enxergar outra, que não ela mesma, no espelho.



quarta-feira, outubro 13, 2004

"Deturpando" o ambiente.

Há mais ou menos dois ou três anos fui convidada para ir, pela primeira vez, até a Cachoeira do Roncador. Um lugar maravilhoso que fica há mais ou menos duas horas de viagem aqui da cidade. Isso se você não errar o caminho, porque se errar, só vai chegar lá quase cinco horas depois. E bastante enjoado, devo dizer!! Minha primeira experiência lá teve esse "pequeno problema". Erramos o caminho, mas chegamos.

Depois de seguir por uma estrada de terra que parecia não acabar nunca, e de passar por uma ponte estreita de madeira, assustadoramente velha, chegamos a um bar e deixamos os carros sob a sombra das árvores. Seguimos uns 200 metros à pé, no meio de uma plantação de bananeiras cheia de saguins (é assim que se escreve), até avistarmos umas pedras, de onde já podíamos ouvir o barulho da queda d'água. Andamos mais uns 30 metros no meio de pedras até avistá-la. Linda. Deserta. Maravilhosa. Se aquilo não era o paraíso deveria chegar bem perto.

Domingo passado esse percurso foi feito em duas horas. A ponte ainda é a mesma, mas o bar cresceu. O caminho entre as bananeiras está mais definido e, por lá, também passam motoqueiros. Nas pedras onde antes começávamos a ouvir o barulho das águas, agora ouvimos pagode e axé. No meio daquele paraíso agora tem um bar (!!?!?!). É. Um bar. Totalmente deslocado no meio daquele natureza toda. Deturpando o ambiente.

E eu me pergunto que djiabos de juízo tem na cabeça alguém que constrói um bar no MEIO de um paraíso daquele?! Provavelmente, ele deve ser da mesma família do doido que contruiu outro bar NO MEIO da Pedra de Santo Antônio.

E não me diga que alguém precisa ganhar a vida... O dono do outro bar, há duzentos e poucos metros também precisa. E não "deturpou o ambiente" pra isso. É tudo uma questão de bom senso...

Certas coisas me revoltam...

sexta-feira, outubro 08, 2004

Parabéns para você...

Dia de aniversário pede festa, bola e é claro, bolo! É esse aqui parece ter sido feito de encomenda para a aniversariante JADY!

Na cama, o namô tentando se esconder da gente e em volta, os milhares de presentes que ela merece.

Felicidades para você, Amiga!

Créditos da imagem: Patricia Schmidt

quarta-feira, outubro 06, 2004

Saudades

Um tempo atrás eu perguntei lá no meu outro blog qual era a cor da saudade, muitas foram as opiniões, mas ainda assim, nenhuma se encaixa tão bem... Continuo sem saber qual é a cor da saudade, mas se ela tem uma música sem dúvida é essa aqui, do meu amado, idolatrado, salve, salve Chico Buarque:

Cadê Você (Leila XIV)

Me dê noticia de você
Eu gosto um pouco de chorar
A gente quase não se vê
Me deu vontade de lembrar
Me leve um pouco com você
Eu gosto de qualquer lugar
A gente pode se entender
E não saber o que falar
Seria um acontecimento
Mas lógico que você some
No dia em que o seu pensamento
Me chamou
Eu chamo o seu apartamento
Não mora ninguém com esse nome
Que linda a cantiga do vento
Já passou
A gente quase não se vê
Eu só queria me lembrar
Me dê noticia de você
Me deu vontade de voltar

E essa música vem assim para dizer para a Aldy e para Flá que estou com muitas saudades da nossa turma de banheiro. Ainda bem que a Jady continua, senão eu seria uma tristeza só...